Posted on 10, junho 2021
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“Nas últimas décadas, a maioria dos países latino-americanos assumiu um crescente compromisso com a igualdade de gênero. Foram assinados tratados internacionais em defesa e promoção dos direitos humanos das mulheres, e, no âmbito nacional, os países têm introduzido mudanças nas leis civis e penais, aprovado sistemas de cotas de representação política, nos níveis local e nacional, e institucionalizar e fortalecer mecanismos de defesa dos direitos das mulheres. Entretanto, esses compromissos e avanços legais não têm sido respaldados, posteriormente, por recursos orçamentários que permitam concretizar as ações em programas e políticas públicas com objetivos claros de redução das lacunas de desigualdade e cumprimento dos direitos das mulheres. Nesse contexto, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres – ONU Mulheres (antes UNIFEM), por meio do programa Orçamentos Sensíveis a Gênero, vem apoiando iniciativas de orçamentos com perspectiva de gênero em diferentes países do mundo, como uma ferramenta poderosa e inovadora.”
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Posted on 10, junho 2021
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“Nas últimas décadas, a maioria dos países latino-americanos assumiu um crescente compromisso com a igualdade de gênero. Foram assinados tratados internacionais em defesa e promoção dos direitos humanos das mulheres, e, no âmbito nacional, os países têm introduzido mudanças nas leis civis e penais, aprovado sistemas de cotas de representação política, nos níveis local e nacional, e institucionalizar e fortalecer mecanismos de defesa dos direitos das mulheres. Entretanto, esses compromissos e avanços legais não têm sido respaldados, posteriormente, por recursos orçamentários que permitam concretizar as ações em programas e políticas públicas com objetivos claros de redução das lacunas de desigualdade e cumprimento dos direitos das mulheres. Nesse contexto, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres – ONU Mulheres, antes UNIFEM ?, por meio do programa Orçamento Sensíveis a Gênero, vem apoiando iniciativas de orçamentos com perspectiva de gênero em diferentes países do mundo, como uma ferramenta poderosa e inovadora. ”
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Posted on 10, junho 2021
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As mulheres vem demonstrando excepcional liderança nas respostas a pandemia de COVID-19, representando 70% das/os trabalhadoras/es no setor social e de saúde globalmente. No entanto, são sistematicamente excluídas dos órgãos de tomada de decisão da saúde publica, que determinam os protocolos de emergência necessários para preservar vidas. Em circunstancias \’normais\’, antes da crise sanitária, as mulheres já enfrentavam múltiplos desafios para alcançar funções na vida politica e publica. No Brasil, elas correspondem a 52,5% das pessoas registradas como eleitoras, porem menos de 15% das/os representantes eleitas/os. O pais ocupa a 154a posição do ranking mundial de mulheres em cargos ministeriais e o 142o lugar do ranking de representação parlamentar. Na América Latina, fica á frente apenas das Bahamas (152%), de Belize (170o) e do Haiti (188o)
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Posted on 10, junho 2021
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Até 13 de outubro de 2020, foram confirmados 5.113.628 casos acumulados de COVID-19 e 150.998 mortes no Brasil1. Entre os casos identificados, a COVID-19 se mostra mais mortal entre pessoas negras (pretas e pardas, segundo categorias utilizadas pelo IBGE e pelo Sistema Único de Saúde). Os dados disponíveis indicam que as/os afrodescendentes compõem a maior parte da força de trabalho empobrecida do Brasil, têm menos acesso a saneamento adequado e segurança alimentar e representam a maioria das pessoas que foram à óbito em decorrência da infecção pela COVID-19. A crise da pandemia acentua desigualdades de gênero e raça, em todas as dimensões da vida social. Considerando isso, a resposta imediata e os planos de recuperação a médio e longo prazos devem incluir tanto a coleta e análise de dados desagregados por raça/cor, quanto contemplar as necessidades específicas da população negra. A adoção de medidas preventivas2, deve considerar as condições de vida desse grupo majoritário da população brasileira, contribuindo para a eliminação das desigualdades raciais
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Posted on 10, junho 2021
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Até o dia 13 de outubro de 2020, havia 30.190 casos confirmados de COVID-19 entre povos indígenas no Brasil, e 458 mortes. O avanço da pandemia de COVID-19 representa uma ameaça à extinção dos povos indígenas, e muitos/os permanecem desprotegidos/os. Os povos indígenas em geral, e as mulheres e meninas indígenas em particular, estão sujeitos a elevadas taxas de pobreza e insegurança alimentar, e enfrentam dificuldades no acesso a água tratada e saneamento, serviços de saúde, educação e participação na vida política. A invasão de terras indígenas para extração de madeira, o garimpo e outras atividades ilegais prejudicam os esforço de distanciamento social destas comunidades, e podem ser acompanhadas da aplicação sistemática de violência e de discriminação, que frequentemente possuem como principal alvo as mulheres e meninas. Globalmente, mulheres indígenas são particularmente vulneráveis a violência sexual
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